O Papa Leão XIV declarou neste sábado (18) que não possui qualquer intenção de se envolver em discussões com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A afirmação foi feita poucos minutos depois de embarcar em um voo com destino a Angola, país que marca a terceira etapa de sua visita apostólica ao continente africano.
O pontífice explicou a jornalistas que uma narrativa imprecisa se difundiu, gerada pela situação política criada quando, no primeiro dia da viagem, o presidente dos Estados Unidos fez algumas declarações sobre ele. Leão XIV reproduziu a declaração completa:
“Difundiu-se certa narrativa, não totalmente precisa, por causa da situação política criada quando, no primeiro dia da viagem, o presidente dos Estados Unidos fez algumas declarações sobre mim”, explicou o pontífice a jornalistas que o acompanham.
Leão XIV observou que a repercussão gerou "grande parte do que foi escrito desde então nada mais é do que comentário sobre comentário, na tentativa de interpretar o que foi dito". Ele destacou que seu discurso no Encontro de Oração pela Paz, ocorrido em 16 de abril, já havia sido preparado com duas semanas de antecedência.
“Muito antes de o presidente comentar sobre mim e sobre a mensagem de paz que estou promovendo. Ainda assim, foi interpretado como se eu estivesse tentando debater novamente com o presidente, algo que não é de modo algum do meu interesse”, completou.
Durante o mesmo voo, o Papa fez um balanço positivo de seus três dias em Camarões. Segundo ele, o país é considerado o "coração da África" em múltiplos aspectos, com cerca de 250 idiomas locais e uma vasta diversidade de grupos étnicos.
Leão XIV reiterou seu apelo à paz e ao diálogo entre as diversas religiões. O pontífice afirmou que sua presença na África tem um propósito essencialmente pastoral:
“Venho à África principalmente como pastor, como chefe da Igreja Católica, para estar, para celebrar, para encorajar e acompanhar todos os católicos africanos”.
Ele defendeu a continuidade da promoção do diálogo, fraternidade e compreensão, nos moldes do que já é praticado em outras regiões e conforme o exemplo do papa Francisco. Leão XIV ressaltou a importância de:
“continuar a promover, como já estamos fazendo em outros lugares e como fez o papa Francisco durante seu pontificado, o diálogo, a promoção da fraternidade, da compreensão, da aceitação e da construção da paz com pessoas de todas as religiões”.