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Proposta para extinguir escala 6x1 domina manifestações do Dia do Trabalhador

Centrais destacam fim da escala 6x1 e jornada de 40 horas como principais pautas no 1º de maio

30/04/2026 às 02:59
Por: Redação

No Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, centrais sindicais em todo o Brasil direcionaram suas mobilizações descentralizadas principalmente à reivindicação pelo fim da escala 6x1. Essa pauta ganha destaque nas manifestações por ser considerada fundamental para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e promover maior equilíbrio entre as rotinas profissionais e pessoais.

 

Atualmente, diversas proposições legislativas que visam extinguir a prática da escala 6x1 estão em andamento no Congresso Nacional. Uma delas foi encaminhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em regime de urgência constitucional, estabelecendo o fim da escala e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

 

Atividades programadas em São Paulo

 

Na cidade de São Paulo, a impossibilidade de utilizar a Avenida Paulista para a reunião dos trabalhadores, devido à realização de outros eventos no local, levou as centrais sindicais a ocuparem diferentes espaços de importância na capital.

 

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) inicia seu calendário com ações políticas, culturais e de prestação de serviços a partir das 14h, no Paço Municipal de São Bernardo, sob o tema "Nossa luta transforma vidas". O propósito dessas atividades é expandir o diálogo com a população e fortalecer a mobilização da classe trabalhadora em diferentes regiões. As subsedes da CUT, em parceria com sindicatos de São Paulo, regiões metropolitanas, interior e litoral, realizarão eventos locais que integram cidadania, cultura e engajamento social.

 

Entre as prioridades estabelecidas pela CUT para o 1º de maio estão: diminuição da jornada sem corte salarial, combate ao feminicídio, oposição à pejotização, valorização das negociações coletivas como instrumento de avanços nas condições de trabalho, além da defesa dos direitos dos servidores públicos.

 

Também compõem a pauta sindical a contestação à reforma administrativa e a oposição à privatização de serviços públicos, considerados essenciais para a população e cuja eventual concessão agravaria as desigualdades sociais.

 

A programação cultural promovida pela CUT conta com apresentações de artistas como Gloria Groove, MC IG, Filho do Piseiro, Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Grupo SP5, Grupo Razão, Don Ernesto, Samba de Luz, Samba e Amigos, Alex Rocha, Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro e Hyaguinho Vaqueiro.

 

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) organiza sua mobilização na Praça Franklin Roosevelt, a partir das 9h. A central enfatiza que o evento deste ano deixa de ser apenas comemorativo e passa a ser espaço para pressão social por transformações reais. Segundo a CTB, temas como precarização do trabalho, necessidade de políticas públicas que desenvolvam a economia e a garantia de direitos fundamentais estarão em destaque.

 

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) promove, no dia 1º, o lançamento da 12ª Expo Paulista, em homenagem ao Dia do Trabalhador, na Avenida Paulista. A exposição apresenta 30 painéis com o tema "Isto É Conquista: Lutas e Vitórias do Trabalhador Brasileiro", desenvolvidos pelo estilista Ronaldo Fraga, de Minas Gerais.

 

Reconhecida como a maior exposição ao ar livre da América Latina, a mostra ficará disponível até 31 de maio, com previsão de alcançar até 1,5 milhão de visitantes diariamente.

 

“A exposição propõe uma reflexão visual sobre o universo do trabalho, suas transformações e desafios que contam a história do trabalhador brasileiro”.


 

O evento oficial acontecerá às 9h no Blue Note, localizado no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, número 2073.

 

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) planeja atos em diferentes cidades do estado, como Araçatuba, Itatiba, Ribeirão Preto e Osasco.

 

Segundo a central, a deliberação recente permite que sindicatos, federações e confederações promovam atividades nos bairros e regiões onde atuam, ampliando a exposição das demandas do movimento sindical e viabilizando o contato direto com os trabalhadores, o que contribui para intensificar a mobilização da categoria.

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