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Operação no Vidigal retém 200 turistas e causa tiroteio no Rio

Visitantes e moradores ficaram impedidos de descer do Morro Dois Irmãos; criminosos incendiaram lixeiras e via foi bloqueada.

20/04/2026 às 15:13
Por: Redação

Uma ação policial na comunidade do Vidigal, zona sul do Rio de Janeiro, deixou aproximadamente 200 pessoas retidas no alto do Morro Dois Irmãos na manhã desta segunda-feira (20). O incidente ocorreu enquanto turistas e moradores frequentavam o conhecido ponto turístico carioca.

 

A operação foi coordenada pela Polícia Civil fluminense, atuando em colaboração com o Ministério Público do Estado da Bahia, visando alvos específicos na região.

 

O Morro Dois Irmãos é um destino popular, especialmente pela vista privilegiada da zona sul e pelo espetáculo do nascer do Sol, acessível por trilhas. Contudo, devido à intensificação da violência e à falta de segurança, os frequentadores foram impedidos de realizar a descida do local.

 

A principal meta da incursão policial era capturar membros do Comando Vermelho da Bahia que, conforme informações da polícia, estariam abrigados no Vidigal. Durante a operação, os indivíduos procurados reagiram, e relatos de moradores indicam um intenso confronto armado.

 

Em resposta à ação, integrantes da facção criminosa atearam fogo em lixeiras da Companhia de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb) localizadas na Avenida Niemeyer. Essa avenida é a principal rota de acesso à comunidade e serve como conexão entre os bairros de São Conrado e Leblon.

 

A Avenida Niemeyer permaneceu fechada ao trânsito por cerca de trinta minutos. A normalização do fluxo de veículos foi possível após a chegada e atuação de um comboio da Polícia Militar na área.

 

Nas redes sociais, residentes do Vidigal expressaram o clima de insegurança e o temor provocado pelos tiroteios. Publicações incluíam vídeos onde era possível ouvir o som dos disparos e o sobrevoo de helicópteros da Polícia Civil.

 

A Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro detalhou que a operação contou com a participação de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A ação foi integrada com o Ministério Público do Estado da Bahia, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia e a Polícia Civil da Bahia.

 

A ação é resultado de um trabalho conjunto de inteligência e cooperação interestadual entre as forças de segurança.

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