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STF mantém votos para prisão de ex-presidente do BRB no esquema Master

Decisão provisória conta com dois votos favoráveis à detenção de Paulo Henrique Costa; julgamento segue até sexta-feira

22/04/2026 às 17:33
Por: Redação

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), permanece sob votação da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a manutenção de sua prisão, no contexto das investigações de irregularidades envolvendo o Banco Master.

 

Os ministros André Mendonça e Luiz Fux manifestaram seus votos favoráveis à continuidade da detenção de Costa em sessão virtual iniciada nesta quarta-feira, 22 de maio. O julgamento seguirá em andamento até às 23h59 da sexta-feira, 24 de maio. Além de Mendonça e Fux, integram o colegiado os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Nunes Marques.

 

A análise dos ministros ocorre em meio à quarta fase da Operação Compliance Zero, desencadeada pela Polícia Federal na semana anterior. Essa operação investiga suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master e à tentativa de aquisição da instituição pelo BRB, banco vinculado ao governo do Distrito Federal.

 

Segundo as apurações em curso, Paulo Henrique Costa teria acertado, juntamente com o banqueiro Daniel Vorcaro, o recebimento de pagamentos ilícitos que totalizariam 146,5 milhões de reais. O repasse dessa quantia seria realizado por meio de transferência de imóveis.

 

A defesa de Costa, após a prisão, afirmou que ele não recebeu qualquer valor indevido durante sua gestão à frente do BRB.

 

A Segunda Turma do STF, composta por cinco ministros – André Mendonça, Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Nunes Marques – segue avaliando o caso em ambiente virtual, podendo novos votos serem registrados até o encerramento da sessão na sexta-feira.

 

Trata-se de desdobramento das investigações sobre as operações financeiras do Banco Master e sobre a tentativa de aquisição de seus ativos pelo BRB, processo que está sob supervisão de autoridades federais desde o início das apurações.

 

O ex-presidente do BRB está sendo processado com base no suposto recebimento de propina, em valores e condições detalhados pela investigação, que aponta o envolvimento direto de Daniel Vorcaro nessa transação.

 

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