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Lula celebra centenário de Milton Santos, crítico da globalização

Presidente destaca a atualidade das reflexões do intelectual baiano sobre desigualdades e transformações globais.

03/05/2026 às 15:01
Por: Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou suas redes sociais neste domingo, dia 3, para marcar o centenário de nascimento do renomado geógrafo brasileiro Milton Santos. O intelectual, conhecido por sua crítica à globalização, consolidou-se como uma figura de destaque mundial em sua área de estudo.

 

“Sua obra é referência para entendermos as desigualdades da globalização e os potenciais de transformação que vêm das periferias. Pouca gente conseguiu compreender o Brasil como este intelectual baiano que, não por acaso, é considerado um dos mais importantes geógrafos de nosso país – e de todo mundo”, disse.


 

Em sua manifestação, o chefe do Executivo ressaltou a persistente relevância do pensamento de Milton Santos na conjuntura atual. Ele afirmou que, em um período de profundas alterações geopolíticas, as ideias do geógrafo permanecem não apenas pertinentes, mas também indispensáveis.

 

Legado e Perspectivas Críticas

 

Falecido em 2001, aos 75 anos de idade, Milton Santos deixou um legado de teorias que continuam a servir como base para análises socioeconômicas em diversas partes do globo. Sua obra é aplicada em pesquisas que examinam dinâmicas urbanas em regiões variadas, como Gana, no continente africano, e metrópoles europeias como Londres e Paris.

 

Em sua publicação de 2000, intitulada Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, Milton Santos descreve o fenômeno da globalização como algo “perverso”. Ele argumenta que, apesar de ser propagada com a promessa de integração e avanço, a globalização, na prática, acentua as disparidades existentes em escala mundial.

 

“Um mercado avassalador dito global é apresentado como capaz de homogeneizar o planeta quando, na verdade, as diferenças locais são aprofundadas. Há uma busca de uniformidade, ao serviço de atores hegemônicos, mas o mundo se torna menos unido, tornando mais distante o sonho de uma cidadania verdadeiramente universal”, escreveu Milton Santos em obra publicada no ano 2000.


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