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Lula critica ações no Oriente Médio e classifica conflito como "guerra da insensatez"

Durante visita à Alemanha, presidente reforça críticas à postura americana e alerta para impactos econômicos dos conflitos

21/04/2026 às 16:36
Por: Redação

Em declaração feita durante viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou o cenário de tensões no Oriente Médio, referindo-se ao embate na região como uma "guerra da insensatez" diante da possibilidade de retomada das hostilidades e a demora em uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã.

 

Lula pontuou que o conflito poderia ter sido evitado e destacou a influência dos Estados Unidos na condução das relações internacionais. Ele afirmou que não haveria necessidade de demonstração constante de poder por parte do país norte-americano.

 

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”


 

Em sua fala a jornalistas, Lula retomou o contexto do acordo firmado em 2010 entre Brasil, Turquia e Irã, relativo ao enriquecimento de urânio pelo governo iraniano. O presidente afirmou que esse entendimento buscava resolver as questões levantadas pelos Estados Unidos sobre o programa nuclear do Irã.

 

Segundo Lula, apesar do acordo ter sido alcançado naquela ocasião, tanto Estados Unidos quanto União Europeia não aceitaram suas condições. O presidente enfatizou que, por conta da rejeição desse acordo, consequências negativas são sentidas até os dias atuais.

 

“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema”, disse.


 

Lula ressaltou ainda que o tema do enriquecimento de urânio, alvo do entendimento de 2010, permanece sendo discutido entre as partes envolvidas. Para o presidente, o impasse resulta em prejuízos que atingem a população em geral, citando especificamente o impacto sobre preços de produtos básicos e combustíveis.

 

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.


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