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PDT pede ao STF cancelamento da eleição de Douglas Ruas na Alerj

Pedido aponta ilegalidade na votação aberta que elegeu Douglas Ruas presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

21/04/2026 às 22:01
Por: Redação

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) protocolou uma solicitação de liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja anulada a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), ocorrida na sexta-feira, 17 de abril. O documento, intitulado Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), foi apresentado nesta segunda-feira, 20 de abril, e tem a assinatura do presidente nacional do partido, Carlos Lupi.

 

A escolha do deputado estadual Douglas Ruas, do Partido Liberal (PL), para presidir a Alerj aconteceu em uma sessão marcada por tentativas de obstrução. Dentre os 45 deputados presentes no plenário, 44 votaram favoravelmente e houve uma única abstenção.

 

O PDT, na petição ao STF, reivindica que uma nova eleição seja conduzida, desta vez utilizando o sistema de voto secreto, em contraposição ao voto aberto adotado na votação anterior.

 

O partido também solicita ao Supremo que seja declarada a inconstitucionalidade permanente da prática do voto nominal aberto para a escolha da presidência, bem como de quaisquer normativas ou atos administrativos que respaldem este procedimento. O argumento central é de que tal prática fere princípios fundamentais estabelecidos pela Constituição Federal, especialmente os que se referem à separação de poderes, simetria federativa, moralidade e princípios republicanos.

 

“A condução ilegal do procedimento, em contexto de evidente instabilidade institucional, impediu que as deliberações se desenvolvessem em ambiente compatível com os postulados republicanos, especialmente aqueles relacionados à responsabilidade, à moralidade e à prevalência do interesse público sobre arranjos circunstanciais de poder”, consta na petição apresentada ao STF.

 

Cenário político após a renúncia do governador

Em março, com a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, formou-se um vazio na linha de sucessão ao governo do Estado do Rio de Janeiro. O vice-governador, Thiago Pampolha, passou a ocupar um cargo no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) em 2025. Simultaneamente, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, encontra-se afastado de suas funções.

 

No STF, tramita uma ação em que o Partido Social Democrático (PSD) pleiteia a realização de eleições diretas para o comando interino do estado. O plenário do Supremo já formou maioria pela realização de eleições indiretas para o mandato-tampão de governador do Rio, o que pode viabilizar que Douglas Ruas assuma o cargo de governador até 31 de dezembro deste ano.

 

Embora haja maioria parcial formada a favor das eleições indiretas, o julgamento foi interrompido em razão de um pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino. Ainda não há previsão para a retomada da análise deste processo.

 

Enquanto o julgamento permanece suspenso, a chefia interina do governo estadual segue sob responsabilidade do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro.

 

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