O Ministério da Saúde oficializou a inclusão do transplante de membrana amniótica no tratamento de pessoas com diabetes e de condições que afetam a saúde ocular, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi aprovada após análise técnica favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
De acordo com comunicado do órgão, essa tecnologia passa a ser recomendada para procedimentos envolvendo feridas crônicas, quadros de pé diabético e também para alterações em estruturas oculares. A expectativa é de que mais de 860 mil pessoas sejam contempladas anualmente com esse tratamento.
A membrana amniótica, recolhida no momento do parto, é utilizada em tratamentos de medicina regenerativa devido às suas propriedades anti-inflamatórias e ação cicatrizante. Esse tecido é reconhecido por contribuir de forma significativa para a redução de complicações em diversos tipos de doenças.
No tratamento do chamado pé diabético, por exemplo, a aplicação da tecnologia permite que as lesões cicatrizem até duas vezes mais rápido em comparação aos curativos convencionais. Desde 2025, o transplante de membrana amniótica já está disponível no SUS para pacientes com queimaduras extensas.
Além disso, em casos que envolvem alterações em pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, a membrana auxilia tanto na cicatrização de lesões quanto na diminuição da dor, favorecendo a recuperação da superfície dos olhos.
“O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea”, destaca o ministério.