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Governo anuncia novo Desenrola com até 20% do FGTS para quitar dívidas

Novo programa permite usar até 20% do FGTS e prevê bloqueio de bets para quem aderir

01/05/2026 às 15:40
Por: Redação

Durante um pronunciamento no Dia do Trabalhador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comunicou que o programa Novo Desenrola Brasil, voltado à renegociação de dívidas para a população que enfrenta endividamento, será lançado na próxima segunda-feira, dia 30.

 

A proposta prevê descontos que podem chegar a 90% sobre os valores das dívidas e autoriza a utilização de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação de débitos. O objetivo principal da reformulação do programa é proporcionar alívio financeiro às famílias brasileiras, especialmente aquelas que lidam com dívidas de elevado custo, como as provenientes de cartão de crédito e cheque especial. O governo estima que a liberação dos recursos do FGTS para essa finalidade terá impacto relevante na economia.

 

Uma das novidades é que participantes do programa ficarão impedidos de acessar plataformas de apostas online, conhecidas como bets, durante o período de um ano. Lula ressaltou a importância dessa medida para proteger famílias de prejuízos relacionados ao jogo.

 

"Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando", afirmou Lula em transmissão nacional de rádio e televisão.


 

No mesmo discurso, o presidente destacou como significativa a proposta de encerramento da jornada 6x1, já encaminhada ao Congresso Nacional. O projeto estabelece a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, confere dois dias consecutivos de descanso aos trabalhadores e não altera o valor dos salários.

 

Lula explicou que a intenção é promover melhores condições de vida, com mais tempo para o convívio familiar e o descanso, adequando o país a modelos de jornada praticados internacionalmente e considerados mais equilibrados. O fim da escala 6x1 é tratado pelo governo como uma das principais apostas na pauta trabalhista e o texto já tramita no Congresso, com expectativa de avanços nas próximas semanas.

 

"A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores", afirmou Lula.


 

Ele acrescentou, na sequência:

 

"Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6x1 no Brasil".


 

Além das iniciativas ligadas ao Novo Desenrola Brasil e à jornada de trabalho, outros pontos foram abordados pelo presidente. Entre eles estão a redução das taxas de desemprego e inflação, a ampliação da licença paternidade, mudanças previstas para o imposto de renda e o auxílio destinado à compra de gás de cozinha.

 

Lula também declarou que, apesar dos conflitos internacionais no Oriente Médio, as medidas adotadas pelo governo federal evitaram que a população brasileira sofresse diretamente com as consequências do aumento global nos preços do petróleo.

 

"Quando os combustíveis sobem, o custo do transporte cresce, o preço dos alimentos aumenta e o custo de vida fica mais caro para o povo. Mas o nosso governo agiu rapidamente. Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras", declarou Lula.


 

O pronunciamento presidencial enfatizou a prioridade dada pelo governo às políticas de proteção à renda e ao bem-estar dos trabalhadores, ressaltando que a ampliação de direitos e benefícios não compromete a economia, mas sim contribui para seu fortalecimento.

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