O movimento grevista dos servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP) foi finalizado após um acordo entre a reitoria da instituição e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). A paralisação, que teve início há dez dias, ocorreu devido à reivindicação da categoria por equiparação nas gratificações concedidas aos docentes da universidade.
Conforme estabelecido na negociação, a USP se comprometeu a destinar um valor equivalente de gratificações tanto para os servidores técnicos e administrativos quanto para o corpo docente. Entretanto, o pagamento dessas gratificações ainda aguarda a elaboração e envio de uma proposta detalhada aos órgãos técnicos da universidade, e não há data definida para o início dos repasses.
Durante as discussões, também foi acordada a formalização do abono das horas não trabalhadas em períodos de "pontes" de feriados e durante o recesso de final de ano, medida aguardada pela categoria.
Outro ponto abordado no acordo envolve os trabalhadores terceirizados da universidade. Ficou estabelecido o compromisso de buscar alternativas que garantam a esses profissionais condições de deslocamento comparáveis às ofertadas aos servidores da USP, incluindo, entre as medidas a serem consideradas, a gratuidade do transporte interno no campus universitário.
Enquanto as atividades dos funcionários retornam à normalidade, os estudantes da USP permanecem em greve, iniciada em 16 de abril. As demandas estudantis incluem protestos contra cortes no programa de bolsas, questões referentes à falta de vagas para moradia estudantil e problemas relacionados ao fornecimento de água.
Após reunião realizada com a reitoria, foi agendada uma mesa de negociação para a próxima terça-feira, dia 28, com o objetivo de avançar na resolução das questões apresentadas pelos estudantes.
A administração da USP informou que revogou uma portaria anteriormente vigente, a qual limitava o uso dos espaços cedidos aos centros acadêmicos, proibindo atividades como o comércio ou a sublocação desses ambientes. A reversão dessa determinação foi destacada como um dos principais fatores que impulsionaram a mobilização dos estudantes neste momento.