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Campanha contra assédio em ônibus urbanos do Rio prevê capacitação de rodoviários

Ação envolve cartazes em todos os ônibus, comitê gestor e treinamento para mais de 18 mil profissionais do setor

28/04/2026 às 14:34
Por: Redação

Uma nova campanha dedicada à prevenção do assédio e da violência de gênero será lançada nos ônibus urbanos do município do Rio de Janeiro. A iniciativa foi debatida em reunião entre o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado da Mulher, com o objetivo de implementar ações no transporte coletivo da cidade.

 

Durante o encontro, representantes das instituições detalharam que a iniciativa tem como finalidade tanto conscientizar os passageiros quanto promover a capacitação de mais de 18 mil profissionais do setor rodoviário. O treinamento abordará a identificação de situações que envolvam violência contra mulheres, além de instruir motoristas, cobradores e demais funcionários sobre o acolhimento das vítimas e as formas de informá-las sobre canais oficiais de denúncia.

 

A coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público do Rio de Janeiro, promotora de Justiça Isabela Jourdan, destacou:

 

“A campanha tem como objetivo conscientizar a população e capacitar mais de 18 mil rodoviários para identificar situações de violência contra a mulher, acolher as vítimas e orientá-las sobre os canais de denúncia disponíveis”.

 

A estratégia definida prevê que todos os ônibus urbanos do município recebam cartazes com orientações específicas direcionadas às mulheres, de modo a reforçar a segurança e o exercício pleno da cidadania das passageiras que utilizam o transporte coletivo.

 

Como parte da atuação conjunta, haverá a integração do "Pacto Ninguém Se Cala", já em vigor no Rio de Janeiro sob coordenação do Ministério Público estadual, com a campanha "Não é Não! Respeite a decisão", atualmente conduzida pela Secretaria de Estado da Mulher. Entre os pontos discutidos estão a estruturação de um comitê gestor para monitoramento das ações, a elaboração de um plano de trabalho detalhado, a periodicidade das reuniões e o desenvolvimento de fluxogramas para orientar a atuação em casos de assédio.

 

Além disso, a proposta inclui a definição de indicadores que permitam acompanhar a efetividade das medidas adotadas, bem como a ampliação dos canais de comunicação para divulgação das informações sobre as campanhas e procedimentos de denúncia.

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